Presa mãe que jogou o bebê no lago Paranoá

Elisângela
Cruz dos Santos Carvalho, 36 anos, teve a prisão decretada depois das 4h desta
quinta-feira (13/04) e vai responder por homicídio. Ela será levada para o Instituto
Médico Legal (IML) para fazer o exame de corpo de delito e depois, será
encaminhada para a penitenciária feminina do Distrito Federal, a colmeia. Lá,
deve ficar em uma cela separada das outras presas. O delegado-chefe da 10ª
delegacia de polícia, Plácido Sobrinho, diz que nunca viu um caso como esse em
20 anos de polícia.
“Chocou demais a
gente. todos nós aqui da delegacia ficamos abalados com essa história”
,
relatou. 

Segundo
os policiais, a todo tempo Elisângela ainda sinaliza estar confusa e fora de
si. Por volta de 1h30 da madrugada, ela pediu para tomar banho, já que estava
há vários dias sem fazer qualquer tipo de higiene. Familiares levaram alguns itens
como produtos de limpeza, roupa e toalha. Com uma blusa branca e o rosto
tampado, Elisângela voltou a ficar reclusa em uma sala. Os parentes
permaneceram boa parte do tempo na delegacia dando apoio para ela. Mas, próximo
da decisão sair, os policiais pediram que todos se retirassem. Quando a prisão
foi decretada, Elisângela estava dormindo na delegacia vigiada por um agente. 

Mais
cedo, em entrevista exclusiva ao correio, a mãe do bebê jogado no lago Paranoá
contou: “fui covarde de não ter ido
junto”
. A mulher se disse arrependida.

Os acontecimentos

7 de abril

Às 12h — Elisângela
cruz dos santos sai de casa, em Santa Maria, com dois dos três filhos: Miguel,
5 meses, e Pedro (nome fictício), 4 anos.

8 de abril

Às 14h —
A família registra ocorrência sobre o desaparecimento de Elisângela. No mesmo
dia, Pedro aparece na porta de casa, sozinho e não sabe dizer o que aconteceu
nem onde esteve.

Entre 7 e 9 de abril 

Elisângela
manda uma mensagem por WhatsApp para o grupo de família dizendo que fará “uma
viagem sem volta” e pede perdão.

9 de abril

Às 17h30
— O empresário André Bello, 35 anos, pilota um jet ski, vê o corpo de um bebê
boiando no Lago Paranoá e avisa o Corpo de Bombeiros. Uma equipe resgata o
corpo de Miguel da água e encaminha para o Instituto de Medicina Legal (IML).

10 de abril 

Com a
repercussão do caso, a família procura a Polícia Civil e reconhece o corpo de
Miguel.

11 de abril 

Familiares
prestam depoimento na 10ª DP (Lago Sul).

12 de abril

Às 15h10
— A denúncia de que uma mulher está no terreno de uma casa em construção, na QL
26 do Lago Sul, chega à Ciade. A PM vai ao local e identifica Elisângela. Ela está
em choque, em cima de uma árvore e há vários dias no local.

Às 15h50 — Elisângela é encaminhada para a 10ª DP (Lago Sul),
onde presta depoimento.

Às 19h15 — Termina o depoimento de Elisângela. Ela confessa
que matou o filho, jogando-o da Ponte JK. O delegado pede à Justiça a prisão
preventiva da mulher.

Às 20h — O advogado contratado pela família chega à
delegacia e se reúne com o 

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