![]() |
| foto: Kléber Lima |
A parada LGBTQQ de
Brasília assumiu caráter ainda mais político, mas não reuniu o público esperado
na Esplanada dos Ministérios. Em sua 20ª edição, iniciada por volta das 14h de
ontem, cerca de 10 mil pessoas cantaram, dançaram e confraternizaram ao redor de
dois trios elétricos.
Dentre os motivos para a
celebração, estava o decreto assinado pelo governador Rollemberg, na última
sexta-feira. Com a oficialização da Lei 2.615/2000, após 17 anos na gaveta do
GDF, crimes de homofobia podem ser melhor denunciados e punidos. Para a
comunidade LGBTQQ foi uma vitória, mas ainda assim um passo pequeno rumo ao
progresso.
“Sempre
vai faltar alguma coisa, mas é importante que algo seja feito”,
ponderou a estudante Carla Neves, 25, presente na manifestação junto às amigas
Kellyane Gama, advogada de 30 anos, e Laís Roberta Diniz, estudante de 25. “Isso tudo vai deixar as pessoas mais
conscientes sobre homofobia e discriminação”, opinou.
Kellyane, por sua vez, pediu respeito à própria comunidade
LGBTQQ. “Tinha gente vestida de freira,
padre, aí já não gosto. É uma blasfêmia”, condenou a moça, que disse ter
sido criada na Igreja Católica. Laís preferiu exaltar o ponto positivo. “A questão política está mais enfatizada”.
Um dos organizadores dos trios elétricos, Henrique Aragão, 32
anos, enalteceu a simbologia da resistência da Parada. “É o momento de colocar a cara no Sol, porque ninguém vai voltar para o
armário. Isso é muito importante, ainda mais com essa direita conservadora em
ascensão”, alfinetou.
Como o tema do evento era “Religião
não se impõe. Cidadania se respeita”, ele ainda atacou intolerantes. “Muita gente usa a crença para mascarar o
próprio preconceito. É hipocrisia, o que é um sacrilégio para Deus”,
disparou.
(conteúdo J.Brs/redação JAL)
