O Fraco, despreparado e inútil Governo Temer

O Brasil está sem rumo,
avacalhado e anarquizado. Poucas são as instituições que funcionam com ética e
respeitabilidade. O presidente Temer – herança maldita da turma do PT – está
leiloando o país. Entrega-o a grupos de deputados para se livrar das denúncias
de corrupção que pesam sobre ele e seus comparsas do Planalto – Eliseu Padilha
e Moreira Franco. Com uma popularidade que beira a zero, Temer tem se mostrado
um presidente despersonalizado, despreparado, fraco e inútil. Mesmo assim, no
fundo do poço, confronta a ordem institucional com mudanças nas leis do
trabalho escravo, redução das multas aos infratores do meio ambiente para
beneficiar à bancada ruralista, anistia fiscal aos caloteiros e a distribuição
de milhões de reais dos cofres públicos, por meio das emendas, para comprar
votos de parlamentares servis e submissos ao poder.

 O PT, que adotou esse personagem indigesto à
política brasileira, exerce uma oposição moderada, pois também é responsável
pela bagunça desde que indicou Temer para vice da Dilma. Os deputados, que
vivem das boquinhas, fazem vista grossa para a esculhambação geral que
transforma o país em uma republiqueta de bananas. E a turma de Henrique
Meirelles, o ministro que representa os banqueiros, tenta argumentar que, a
pesar da bagunça, a economia está melhorando para tentar justificar essa
política medíocre e inescrupulosa que se pratica em Brasília. Cada dia é dia de
um escândalo envolvendo Temer e a sua turma, enrolados com o que existe de mais
sujo nos porões da política.

A história da banda podre do PMDB é antiga. E a sua
parceria com o PT é mais antiga ainda. Para chegar ao poder, a petezada fez
concessões vergonhosas. Aliou-se a tudo que não presta na política. O governo
do PT foi sustentado no Congresso Nacional pelo PMDB, que também ocupou
ministérios e outros órgãos nos anos da administração petista. Depois que foram
expurgados de Brasília é que o partido começou a divulgar o “Fora Temer” que
até então atendia a seus interesses quando foi vice duas vezes de Dilma e
aliado de Lula desde as primeiras eleições. Geddel, por exemplo, é o retrato
dessa aliança espúria. Foi vice da Caixa Econômica Federal da era Dilma. Com a
propina das negociatas criou o seu próprio banco dentro de um apartamento em
Salvador.

Agora, para respirar até o final do mandato, Temer
brinca de distribuir dinheiro público como se a chave do cofre fosse dele.
Desorganiza a economia e a estrutura do país. Baixa portarias sem respeitar as
leis vigentes e liquida o orçamento manejando-o a seu bel prazer para evitar
que a Câmara Federal vote pelo seu afastamento. Não se sabe de uma obra desse
presidente, de uma ação concreta para melhorar a situação da saúde e da
educação e outros setores sociais. Não há notícia de algum empreendimento na
área da infraestrutura. As obras, paralisadas no governo petista, continuam do
mesmo jeito. Canteiros abandonados e recursos desperdiçados de Norte ao Sul do
país. Temer, anestesiado pelas denúncias de corrupção desde que iniciou o
governo, paralisou o país para cuidar diariamente da sua defesa, como se fosse
possível parar a sétima economia do mundo para esperar pela absolvição de Sua
Excelência pelos crimes a que responde.

Eduardo Cunha, Geddel e Henrique Alves, os mais
íntimos amigos do presidente, estão guardados no presídio. Contra os três a
denúncia de terem sido beneficiados com dinheiro roubado da Petrobrás. Os
outros dois da cozinha do Planalto, Eliseu Padilha e Moreira Franco, ainda não
estão em cana, mas vivem enclausurados com medo de botar a cara na rua. Temem
ser insultados pela população ou até mesmo agredidos, como ocorriam com os
ex-ministros petistas em locais públicos.

Como um presidente pode dirigir um país com tão
baixa popularidade e tantas acusações de corrupção? Não se conhece crise
política e institucional no Brasil semelhante a essa nos últimos trinta anos.
Ninguém acredita nos políticos, na justiça e no executivo, o tripé de uma
democracia. O pior é que não se vislumbra uma saída a curto prazo. Os
candidatos que se apresentam como opção para 2018, francamente, estão longe de
trazer esperança de dias melhores para o povo brasileiro. 

(Jorge
Oliveira/Foto reprodução/redação JAL)

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