O Ministério Público Federal (MPF) emitiu um
parecer favorável à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que
um recurso em tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que pede a
suspeição do juiz Sergio Moro no processo do caso do tríplex do Guarujá (SP),
seja julgado.
O caso chegou à
instância superior após o recurso ter sido negado pelo próprio Moro e também
pelo Tribunal Regional Federal (TRF ) da 4ª Região, em Porto Alegre. Agora,
o pedido da defesa está no STJ, que por meio do ministro relator Felix
Fischer, da 5ª Turma, vai declarar se o magistrado de Curitiba agiu de forma
parcial.
A defesa de Lula
elencou nove motivos para pedir a suspeição do juiz de Curitiba, entre eles, o
uso de linguagem que poderia indicar certeza de condenação ainda no recebimento
da denúncia e um vídeo divulgado onde Moro aparece com os procuradores da
força-tarefa da Lava Jato.
O parecer foi dado
pela subprocuradora-geral da República Aurea Maria Etelvina Nogueira Lustosa
Pierre e juntado no agravo no STJ na última segunda-feira (18). No documento, a
subprocuradora votou pelo conhecimento e provimento do agravo feito pela
defesa.
Lula foi condenado em
julho passado a nove anos e meio de prisão pelo juiz Sergio Moro, acusado de
corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter supostamente aceitado propina
da OAS, na forma de um tríplex reformado, em troca de contratos da empreiteira
com a Petrobras.
O recurso é mais um
embate entre os advogados de Lula e o juiz Sergio Moro. Em interrogatório na
semana passada, Lula chegou a perguntar ao magistrado se ele “seria julgado por
um juiz imparcial”. Moro
respondeu: “Não cabe ao senhor fazer esse tipo de pergunta para mim. Mas de
todo modo, sim.”
Lula foi ouvido na
ação em que responde pela acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro
no caso envolvendo a suposta compra de um apartamento vizinho ao onde mora, em
São Bernardo do Campo, e doação de um terreno, ambos pela Odebrecht, em troca
de contratos com a Odebrecht.
(Uol/Foto
reprodução/redação JAL)
