MP pede interdição do IML de Luziânia que atende 900 mil pessoas

Foto divulgação googel

Vistoria do Ministério Público de
Goiás constatou desde corpos em decomposição do lado de fora do prédio até
tratamento inadequado de restos mortais. Situação desumana e perigosa deixa população
exposta

As más condições do Instituto Médico
Legal (IML) de Luziânia (GO) e a insistência em não melhorar o atendimento e as
instalações do prédio levaram o Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) a
tomar uma medida drástica: pedir na Justiça a interdição do serviço e
fechamento da unidade que atende quase 900 mil pessoas que vivem nos 10
municípios goianos localizados no Entorno Sul do Distrito Federal, sob pena de
o próprio governador de Goiás, Marconi Perillo, pagar multa em caso de descumprimento.
A ação foi protocolada na última quinta-feira e pode ser aceita ou não pela
Justiça.

Vistoria feita pelo órgão mostrou cenas desumanas: corpos em decomposição
alocados dentro de urnas abandonadas do lado de fora do prédio e cercadas por
moscas; veículos antigos como criadouros de baratas; geladeiras e materiais em
desuso largados a céu aberto. Além disso, segundo o MPGO, o local não tem
documentação básica para o funcionamento, como alvará sanitário, licença
ambiental, regularidade técnica emitida pelo Corpo de Bombeiros e Plano de
Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde.

O promotor responsável pela ação, Julimar Alexandro da Silva, conta que
teve dificuldade de acesso ao prédio para fazer a vistoria. Todas as vezes que
marcava a visita, a direção do IML arrumava uma desculpa para desmarcar. Por
isso, a saída foi a presença surpresa, momento em que as imagens anexadas na
ação foram realizadas. “Há mais de uma década, o IML de Luziânia é um problema
e o MPGO tenta resolver a questão amigavelmente e extrajudicial. Mas nada é
feito. Chegamos ao limite”, afirma. Da redação JAL

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