Julgamento de Nenê Constantino começa nesta segunda-feira (8/5)

O empresário Nenê Constantino será julgado nesta
segunda-feira (8/5) pelo Tribunal do Júri de Taguatinga. A sessão era para ter
começado às 9h, mas teve início quase duas horas depois. Isso porque os
participantes aguardavam a presença de um dos 25 jurados para sorteio de
sete.

O réu chegou ao local por volta das 8h15
acompanhado de seus advogados e não deu declarações à imprensa. Fundador
da Gol Linhas Aéreas, Constantino, 86 anos, foi denunciado em 2008 pelo
assassinato do líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito, ocorrido
em outubro de 2001. Outros quatro acusados também serão julgados na mesma
sessão.

No começo desta manhã, a movimentação na porta do
fórum é intensa. Parentes dos acusados, da vítima e os advogados das
partes do processo começam a chegar para participar do júri popular.

De acordo com as investigações, Constantino foi o
mandante do assassinato. Ele responde por homicídio qualificado. Márcio Brito,
a vítima, era um líder comunitário e, com cerca de mais 100 pessoas,
ocupou um terreno onde funcionou uma garagem da Viação Pioneira, de propriedade
do fundador da Gol. O crime teria sido encomendado para intimidar o grupo que
estava no local.

Além do empresário, serão julgados Vanderlei
Batista Silva, João Alcides Miranda e João Marques dos Santos, acusados de
conspirar para cometer o assassinato. O quinto e último réu é Manoel Tavares,
que teria disparado os três tiros responsáveis por tirar a vida da vítima.

A defesa do empresário afirma que o
julgamento será fundamental para provar a inocência de Constantino, que já foi
absolvido, em 2015, da condenação de tentar matar seu ex-genro,
Eduardo Queiroz Alves.

O julgamento chegou a ser iniciado no dia 20 de março, mas foi suspenso e remarcado para este mês depois que o
representante do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT),
promotor Marcelo Leite, se recusou a participar do júri. O procurador
pediu o adiamento da sessão alegando que a defesa de Constantino havia anexado
grande volume de documentos ao processo uma semana antes do julgamento.

O advogado do empresário, Pierpaolo Bottini,
insistiu na manutenção do júri e, como os documentos haviam sido anexados
dentro do prazo judicial, o juiz João Marcos Guimarães Silva recusou o
pedido do MPDFT e determinou a continuação do julgamento. O promotor,
então, se recusou a participar da sessão.

(Nathália Cardim)

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