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| foto divulgação |
Treze
dias depois de a Câmara Legislativa aprovar o projeto que transforma
o Hospital de Base do DF (HBDF) em instituto, o governador Rodrigo
Rollemberg (PSB) sancionou nesta segunda-feira (3/7) a lei sem qualquer veto. A
ideia do Palácio do Buriti é tirar a proposta do papel o mais rápido possível.
Rollemberg não poupou críticas aos sindicalistas da área de Saúde e
subiu o tom em seu discurso, logo depois de assinar a nova lei: “Foi um
enfrentamento muito duro. Os sindicatos lutam por interesse próprio e não
pela população”. Para Rollemberg, “as lideranças sindicais são dispensadas do
trabalho e isso causa uma distorção na sociedade”.
Segundo o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, a regulamentação deve
ser publicada em menos de 15 dias, já que os termos do decreto estavam sendo
discutidos antes mesmo de a mudança receber o sinal verde dos
distritais. De acordo com ele, em janeiro de 2018 tudo deve estar pronto
para que a alteração seja concretizada. Até lá, o maior hospital da rede
pública do DF continua funcionando normalmente.
Fonseca acredita que o atendimento na unidade será agilizado
rapidamente. Ele afirmou que o IHBDF não terá a participação de
instituições privadas. Será controlado pelo GDF e terá contrato com a
Secretaria de Saúde. A mudança, avalia, vai permitir maior rapidez no
abastecimento de produtos e medicamentos, além da contratação de servidores
pelo regime da CLT.
Segundo ele, um plano de transferência será feito para que os servidores
sejam remanejados para outras unidades. Quem quiser permanecer terá que se
adequar às regras previstas pelo conselho do instituto, entre elas o
cumprimento de metas de produtividade. “Eles serão consultados sobre o
desejo de sair ou ficar. Servidores que estão cedidos em funções
administrativas em outras regionais, que são do Base, também podem pedir
para voltar”, destacou.
Segundo a pasta, do total de gastos com a unidade, 82% são destinados ao
pagamento de salários dos 3.400 servidores, pouco sobrando para a compra de
equipamentos, medicamentos e outros itens indispensáveis para atender melhor a
população brasiliense. O orçamento do HBDF chega a R$ 552 milhões por ano.
Tanta pressa tem um motivo. Sindicatos que representam os servidores da
Saúde prometem questionar a mudança na Justiça. Tanto a presidente do
SindSaúde, Marli Rodrigues, quanto o do SindMédico, Gutemberg Fialho, prometem
não dar paz ao Buriti. Estudam estratégias para melar a transformação da
unidade. “Vamos analisar o projeto ponto a ponto para entrar na Justiça. O que
está certo é um pedido de inconstitucionalidade”, afirmou Fialho.
Em relação às comparações feitas entre o modelo que será adotado no Base
de portas abertas e o do Sarah Kubitschek, portas fechadas, o
secretário defendeu que todos os hospitais do DF sejam dedicados apenas a
especialidades. Dessa forma, pacientes em casos de emergência seriam atendidos
nos prontos-socorros. “A entrada deveria ser feita por meio dos centros de
saúde e de saúde primária e, somente depois, ser encaminhado para os hospitais”, explicou.
(conteúdo
Metrópoles/redação JAL)
