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Segundo a
Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), acreditava-se, a princípio, que o chamado seria para
atendimento de uma ocorrência de violência doméstica, mas, quando os PMs
chegaram ao local, encontraram os corpos – um deles estava na sala, e o outro,
no corredor. Os vizinhos acionaram a corporação após ouvirem barulho de briga.
O porteiro também escutou os gritos de socorro, subiu ao segundo andar do
prédio, viu a cena do crime e passou mal.
A irmã do
acusado foi levada ao pronto-socorro do Hospital Regional de Taguatinga (HRT)
pelo marido. Marcelo também recebeu atendimento no HRT, pois ficou com as mãos
e os pés feridos.
Um
sargento da PMDF contou que o criminoso não esboçou reação quando recebeu voz
de prisão. Ele estaria com as mãos sangrando e deitado no sofá. “Ele ficou
estático. Não disse nada, nem esboçou reação”, contou.
O
caso será investigado pela 21ª Delegacia de Polícia (Pistão Sul). “Temos uma equipe
no local preservando a cena do crime até a chegada da perícia. Também estamos
acompanhando o atendimento do homem no hospital. Ele foi preso em flagrante e
ainda será conduzido à delegacia. O corredor do segundo andar do edifício está
interditado.
Ainda
hoje devemos ouvir a testemunha do crime, a irmã. As investigações seguem no
sentido de apurar a motivação e a dinâmica dos fatos. Mas não temos dúvidas com
relação à autoria”, afirmou o delegado-chefe da 21ª DP, Alexandre Gratão.
Embora
o suspeito tenha apresentado um comportamento “estranho”, o militar disse que
não sabe identificar se ele estava em surto, ou sob efeito de drogas ou alguma
medicação. “Chegou a nós a informação de que ele estaria em aparente surto, mas
só os especialistas podem confirmar.”
Ainda
de acordo com o sargento, a cena do local é chocante. “A faca usada no crime
ficou cravada no pescoço do pai”, descreveu.
Segundo
os vizinhos, Marcelo morava sozinho no apartamento. Ele teve um surto ontem em
um supermercado. Foi apurou que o acusado precisou de uma massagem
cardíaca, feita por uma enfermeira no próprio estabelecimento.
A
profissional da saúde que o atendeu chegou a conversar por telefone com os pais
dele. Eles avisaram que o filho é esquizofrênico e que não podia misturar o
medicamento com bebidas.
Os
pais, que moram em Goiânia, haviam pedido aos porteiros para que fossem
avisados caso Marcelo ficasse alterado. Eles vieram para Águas Claras visitar o
filho e também tinham a intenção de comprar um imóvel nas redondezas.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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