Chega ao Brasil lote da vacina da Janssen com 1,5 milhão de doses

Em março, o governo nacional
fechou um contrato para obter 38 milhões de doses de vacinas da Janssen, que
precisa de apenas uma dose

Reuters

O Brasil recebeu nesta terça-feira
(22) 1,5 milhão de doses da vacina da Janssen contra a Covid. A chegada ao
aeroporto de Guarulhos contou com a presença do ministro da Saúde, Marcelo
Queiroga. Segundo o ministro, o acordo com a farmacêutica belga-americana
demonstra o acerto da política do governo com a ação diversificada em ampliar o
acesso da população à vacinação. “Ela tem uma vantagem de ser dose única e, com
isso, conseguimos avançar nosso programa de imunização”, afirmou.

 

Queiroga também agradeceu ao braço
farmacêutico da Johnson & Johnson pelo valor acertado. “As negociações
resultaram em uma redução de 25% do preço inicialmente tratado, uma economia de
R$ 480 milhões. É mais 1,5 milhão de doses de esperança para o povo
brasileiro.” A chegada estava prevista para a última terça (14), mas o envio
foi suspenso. Além disso, a pasta havia divulgado que o país receberia 3
milhões de doses. A expectativa, agora, é que a entrega seja em etapas.

 

Como quase 23% do lote ficará em São
Paulo, segundo a divisão do Programa Nacional de Imunização do Ministério da
Saúde, o governo João Doria (PSDB) mantém a decisão de distribuir por todo o
estado as novas doses. Em março, o governo nacional fechou um contrato para
obter 38 milhões de doses de vacinas da Janssen, que precisa de apenas uma
dose. A previsão inicial de entrega era de 16,9 milhões de doses entre julho e
setembro e 21,1 milhões de outubro a dezembro.

 

A possibilidade de antecipar parte do
envio foi anunciada nas últimas semanas. O volume, porém, tinha data de
vencimento em 27 de junho, o que gerou preocupação entre secretários de saúde.
Após análise, a FDA, agência que regula medicamentos nos Estados Unidos,
ampliou o prazo para até 8 de agosto. Pedido semelhante para ampliar a validade
foi feito pela empresa à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que
aprovou o pedido. Com isso, a nova data também passa a valer ao Brasil.

 

Até então, o prazo de validade da
vacina, quando armazenada na temperatura de 2ºC a 8º C, era de três meses.
Agora, passa a ser de 4,5 meses. A Anvisa diz que a aprovação foi baseada em
avaliação de estudos que demonstraram que a vacina tende a se manter estável
pelo período. Aponta ainda ter considerado a decisão recente da agência
norte-americana.

 

 

 

 

 

(Folhapress) www.jornalaguaslindas.com.br

 

 

Últimas notícias