funcionários da churrascaria de Brasília, carne bovina é importada da
Argentina, Uruguai e Austrália
A
Presidência da República informou na noite deste domingo (19/3) que a carne
bovina da churrascaria onde Michel Temer e os embaixadores jantaram era
brasileira. A declaração foi divulgada após funcionários do estabelecimento
afirmarem que o produto seria importado da Argentina, do Uruguai e da
Austrália.
“Todas carnes servidas neste
domingo ao presidente Michel Temer e aos embaixadores convidados para jantar na
churrascaria Steak Bull foram de origem brasileira. A gerência do
estabelecimento inclusive apresentou os produtos servidos a órgãos sérios da
imprensa que questionaram a origem do produto”, dizia a nota da
Presidência.
Temer e a
comitiva participaram de um rodízio. O Palácio do Planalto reservou uma mesa
para 80 pessoas. O preço do rodízio por pessoa foi de R$ 119. O valor incluía
carnes, um bufê de saladas, acompanhamentos e sushi. A bebida era à parte.
Temer
comeu carne bovina e frango, queijo coalho assado, acompanhado de uma típica
caipirinha brasileira. Na mesa, também foi servido vinho tinto, dessa vez
nacional, da vinícola Casa Valduga, produzido em Bento Gonçalves, no Rio Grande
do Sul.
A comitiva
sentou em uma grande mesa no centro do salão principal da churrascaria,
localizada no Lago Sul, área nobre de Brasília.
Temer
estava no centro da mesa, ladeado pelos embaixadores da China e de Angola no
Brasil. Entre os ministros presentes estavam Moreira Franco (Secretaria-Geral
da Presidência), Blairo Maggi (Agricultura), Marcos Pereira (Indústria,
Comércio Exterior e Serviços).
O
ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, não estava presente. Temer
passou cerca de uma hora no local. No final, tirou foto com os garçons que o
serviram. Em rápida entrevista, disse que a mensagem que queria passar com o
jantar é de que não há motivos para causar “terror” no exterior sobre
a carne brasileira.
Lembrou
que 33 fiscais sanitários estão envolvidos em irregularidades, de um total de
quase 12 mil servidores do Ministério da Agricultura, e que dos cerca de 4.830
frigoríficos existentes no País, 21 são investigados e três foram inabilitados.
“Então, não é para causar um
terror que hoje está possivelmente se imaginando que possa causar em relação ao
exterior”,
afirmou.
Temer também rebateu críticas de
integrantes da bancada ruralista no Congresso e de empresários de que a Polícia
Federal cometeu excessos na Operação Carne Fraca. “Não (houve excessos). Houve uma integração do Ministério da
Agricultura e da Polícia Federal”, declarou, sem responder outros
questionamentos da imprensa.
(Fonte:CB)
