Dez novos colégios militares devem ser instalados no estado
de Goiás em 2018
Segundo
o Governo Estadual de Goiás, dez novos Colégios da Polícia Militar estarão
sendo implantados no Estado a partir de 2018. O Estado de Goiás contará então, com
45 instituições de ensino sob a responsabilidade da corporação estadual.
O
governo estuda a instalação dos novos colégios nas seguintes cidades: Águas
Lindas de Goiás, Goianápolis, Itapuranga, Luziânia, Mineiros, Pontalina, Santa
Helena de Goiás, São Luís de Montes Belos, São Miguel do Araguaia e Vianópolis.
De
acordo com o comandante de Ensino da PM, coronel Anésio Barbosa Júnior, a
expansão desse modelo educacional se dá em razão do interesse manifestado pela
sociedade goiana. “Houve uma procura e
aceitação muito grande por parte da sociedade. O diferencial das escolas
militares é a busca pela melhoria do ensino com a participação efetiva da
comunidade, na tentativa de identificar e resolver problemas e desenvolver as melhores práticas
educacionais”, disse ele.
Esse
modelo educacional se expande no estado desde 2013. Na ocasião haviam apenas
seis unidades em todo o estado. No mesmo ano foram acrescidas 12 unidades.
Entre 2014 e 2015 foram acrescidas mais nove em todo o estado. Em 2016 foram
instalados mais oito escolas. Atualmente, cerca de 40 mil estudantes cursam a
segunda fase do ensino fundamental e o ensino médio nas 35 unidades geridas
pela PM.
O
ingresso de novos alunos se dá por sorteio das vagas. O conteúdo curricular das
instituições é praticamente o mesmo, distinguindo-se pela oferta das matérias
de Civismo e Cidadania, ministradas por militares que ensinam valores humanos e
a disciplina no dia a dia. “Mas não há
nenhum processo de castração nem limitação dos alunos”, observa o coronel.
Os PMs
exercem funções administrativas, como fazer as chamadas dos alunos e o contato
com os pais, visando segundo ele, à otimização de resultados, já que os
professores podem se dedicar mais às atividades em sala de aula.
Implantação das unidades
Conforme
explicação do coronel Anésio Barbosa Júnior, antes da instalação do colégio é
necessário um estudo de situação junto à comunidade. “O governo estadual aciona o Comando de Ensino da PM, que identifica as
características e potencialidades da escola para que este desejo se torne
realidade e faz uma consulta por meio de reuniões”, afirmou.
O índice
de aprovação da comunidade não deve ser inferior a 80%. Segundo o governo de
Goiás, nas 35 instituições existentes hoje e distribuídas em 26 municípios
goianos, a escolha foi por aclamação.
Ainda de
acordo com o comandante de ensino da PM, as instituições vinculadas à
corporação não são construídas, mas passam por um processo de adaptação,
transição para o novo modelo de ensino. A mudança deve, necessariamente, ser
tratada por meio de projeto de lei, a ser aprovada na Assembleia Legislativa do
Estado de Goiás – etapa que já foi vencida com as dez unidades em questão.
Agora é formar as equipes para
encampar o projeto”,
disse o coronel. Para preencher os quadros, é preciso ter pelo menos 16
policiais militares para cada unidade. A função deve ser exercida por policiais
aposentados que tenham interesse em retomar as atividades e prestaram sua
parcela de contribuição com a iniciativa. A expectativa é de que as
instituições já sejam geridas pela corporação no ano letivo de 2018.
Enem
O coronel
Anésio Barbosa Júnior avalia que o projeto pedagógico adotado pela PM, em
parceria com a Secretaria Estadual de Educação (Seduce), está no caminho certo.
Prova disso é o desempenho no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
de 2016 em Goiás, no qual os colégios militares ocupam os cinco primeiros
lugares da rede estadual de ensino.São eles: Colégio Cézar Toledo, em Anápolis,
com 545 pontos; Colégio Hugo de Carvalho Ramos, em Goiânia, com 543 pontos;
Colégio Carlos Cunha, em Rio Verde, com 539 pontos; Colégio Vasco dos Reis, em
Goiânia, com 534 pontos; e Colégio Dionária Rocha, em Itumbiara, com 517
pontos.
Essa é a
pontuação média geral dos alunos por unidade. “Nossa maior preocupação é contribuir para que esses jovens possam se
capacitar para o desenvolvimento das suas vidas, para a realização de seus
sonhos, que possam ser produtivos e ingressar no mercado de trabalho”,
Fonte:
Diário de Goiás
